A “máquina diplomática cultural” da Quarta República francesa e o Brasil (1946-1958), por Hugo Suppo

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O mês de outubro de 1945 marca, oficialmente, o fim da Terceira República francesa. Entretanto, aquela que ficou conhecida como ‘la plus longue des républiques’, inciada em 1870, termina, de fato, em 1940, a partir da instauração da chamada Révolution nationale, chefiada pelo marechal Pétain. Órgãos como o Gouvernement provisoire de la République française (GPRF) e a Assemblée consultative foram criados durante a resistência, ao serviço da estratégia do General de Gaulle. Em 1944, após a Libération, enfim, é necessário cobrir rapidamente o vácuo jurídico e político existente.

O impasse acaba com a instauração da Quarta República, que se inicia em outubro de 1946, a partir da promulgação de uma nova Constituição. Muito mais efêmera que a anterior, contudo, ela só vigora até 1958.

O artigo A “máquina diplomática cultural” da Quarta República francesa e o Brasil (1946-1958), publicado no volume 17 de Meridiano 47 (Journal of Global Studies)se propõe uma análise das determinações históricas e políticas que pautaram a montagem de uma nova diplomacia cultural para a América Latina e o Brasil em particular, ao longo do período da Quarta República Francesa.  A França,  em declínio, se apoia inicialmente no seu prestígio cultural prévio para tentar se reposicionar no mundo.  Entretanto, logo percebe que é necessário construir uma outra imagem dela mesma, inspirando-se no sucesso do modelo americano.

Leia o artigo:

SUPPO, Hugo Rogelio. A “máquina diplomática cultural” da Quarta República francesa e o Brasil (1946-1958). Meridiano 47 – Journal of Global Studies, [S.l.], v. 17, mar. 2016.

Hugo Rogelio Suppo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais, Rio de Janeiro – RJ, Brazil  (hugosuppo@mac.com).

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