Edição EDABED

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Empoderamento feminino no exército Peshmerga, por Gabriel Barros Lessa Queiroz

O exército Peshmerga foi criado após a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de garantir os direitos da população curda no contexto caótico da dissolução do Império Turco Otomano. Anos depois, durante o conflito contra Saddam Hussein, a divisão feminina do exército se consolida e passa a ter uma atuação direta no fronte da batalha.

Atualmente, o exército curdo luta contra a ameaça terrorista do Estado Islâmico, de forma que as mulheres ocupam um papel central na dinâmica do embate. Ao longo desse trabalho, será pesquisado como a categoria gênero modifica as dinâmicas do conflito armado nessa região, e de que maneira a participação feminina nessa área é percebida pelo Ocidente. A presença de mulheres nesse espaço é um sintoma de uma nova onda de empoderamento ou é uma estratégia política do Curdistão para angariar maior apoio dos EUA e seus aliados?

Gabriel Barros Lessa Queiroz, Universidade de Brasília, Brasilia – Brasil (mrgblq@gmail.com)

Importância dos Contratos nos Conflitos Armados Atuais, por George Alberto Garcia de Oliveira

A logística militar eficiente é condição sine qua non para o sucesso das operações militares, exercendo papel determinante na amplitude e duração das operações terrestres e contribuindo para a liberdade de ação dos comandantes em todos os níveis. Dia após dia, novas concepções no campo da logística militar são adotadas, com vistas a se ajustar às exigências do mundo moderno, caracterizado pelo dinamismo, rapidez e flexibilidade. Nesse sentido, a utilização de empresas privadas, por meio da celebração de contratos, nos conflitos armados atuais, é um assunto que merece especial atenção. O uso dessas empresas contratadas não é algo recente, havendo registros históricos de contratos dessa natureza desde as Guerras Napoleônicas. Ao longo da história, cada vez mais, as forças militares têm se utilizado desse mecanismo para prover um apoio mais eficaz e eficiente às tropas desdobradas em regiões de conflito. A crescente importância dos contratos nos conflitos armados atuais pode ser comprovada pelo uso intensivo desses instrumentos pelo Exército dos EUA, nas guerras do Iraque e do Afeganistão, bem como pelo Exército Brasileiro, na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e na Operação de Pacificação do Complexo da Maré.

George Alberto Garcia de Oliveira, Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Rio de Janeiro – Brasil (capgeorgealberto@hotmail.com)

Criptomoedas em Tempos de Terrorismo Econômico, por Pedro Antonio Dourado de Rezende

As tecnologias e redes virtuais para transações em criptomoedas – das quais o Bitcoin é a mais conhecida – representam um novo paradigma para a atividade financeira desintermediada. Enquanto os intermediadores financeiros e agentes que controlam o poder político global, por meio da emissão a juros de moeda sem lastro e do domínio operacional sobre a infrastrutura de comunicação digital planetária, precisam cada vez mais se valer de táticas de terrorismo econômico para manter esse controle – a exemplo do que ocorre hoje na Grécia e na Ucrânia (com o Brasil a caminho).

Nesta palestra propomos analisar como esses intermediadores globais poderiam reagir se ou quando, diante das vindouras crises financeiras, o uso de criptomoedas atingir massa crítica para funcionarem como dinheiro virtual ou reserva de valor, bem como as possíveis consequências de suas prováveis reações.

Pedro Antonio Dourado de Rezende, Departamento de Ciência da Computação, Universidade de Brasília, Brasília – Brasil (prezende@unb.br)

A reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, baseada na Expressão Militar do Poder Nacional, como fator de incremento na prevenção de conflitos armados, por Rafael Soares Pinheiro da Cunha, Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon & Carlos Alberto Moutinho Vaz

O Conselho de Segurança é o órgão das Nações Unidas responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais, revestindo-se de papel fundamental na prevenção de conflitos armados. Sua composição, em termos de representatividade, legitimidade e eficácia, permanece questionada no sistema internacional, por retratar a geopolítica da 2a Guerra Mundial. O objetivo foi comparar a Expressão Militar do Poder Nacional dos países membros permanentes e de potenciais candidatos à ocupação de assento, como fator de incremento na prevenção de conflitos armados. A amostra foi composta por 55 países, divididos em dois grupos, Membros Permanentes (5) e Candidatos (50). A Expressão Militar foi analisada segundo os indicadores Poderio Militar e Gastos Militares. Encontrou-se diferença estatística significativa entre os grupos (testes ANOVA One Way e Tukey). Os Membros Permanentes detêm maiores índices médios, embora, individualmente, países candidatos possuam índices semelhantes aos anteriores, podendo influenciar a reforma do Conselho e a prevenção de conflitos.

Rafael Soares Pinheiro da Cunha, Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Rio de Janeiro – Brasil (rafapinheiro@gmail.com)

Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon, Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Rio de Janeiro – Brasil (eduardomigon@gmail.com)

Carlos Alberto Moutinho Vaz, Departamento de Operações de Paz – Organização das Nações Unidas (carlosvaz95@gmail.com)

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