Edição EDABED – PÔSTERES

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Entre a cooperação e o conflito: uma abordagem teórica das relações securitárias na fronteira, por Maurício Kenyatta Barros da Costa

As fronteiras representam o limite geográfico da soberania estatal. Esse limite, ainda que conectado aos conceitos de Estado, de território e de soberania, conceitos-chave das Relações Internacionais, ainda é estudado de maneira periférica nas Relações Internacionais. Atualmente, esses e outros conceitos têm sido alvo de debate e de ressignificação para uma compreensão que inclua as transformações internacionais que têm como marco o fim da Guerra Fria. Nesse sentido, o tema aqui abordado ressalta o entendimento de alguns teóricos representativos das teorias das relações internacionais em relação ao conceito de fronteira e ao seu caráter conflitivo e cooperativo. Esse trabalho localiza as fronteiras em relação ao debate atual na teoria das relações internacionais com o intuito de operacionalizar categorias analíticas que permitam melhor compreender as dinâmicas securitárias nas fronteiras e fornecer os instrumentos analíticos para elaboração de políticas apropriadas às realidades de cada fronteira.

Maurício Kenyatta Barros da Costa, Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília – Brasil (mauriciodfgo@gmail.com)

Acesse o pôster em: http://pandia.defesa.gov.br/images/acervodigital/PosterMauricioKenyatta.pdf

Narcotráfico na Região Amazônica e suas Implicações nas Políticas de Defesa, por Gabriella Sommer Vaz, Yasmin Calmet & Emili Willrich

A fins do século XX, “novos” atores políticos – narcotraficantes, terroristas, grupos de crime organizado, etc – ganharam importância no desenvolvimento de políticas em segurança e defesa, ao colocar em xeque a capacidade dos Estados em resolver ameaças causadas por esses agentes. Atualmente, a tríplice fronteira amazônica – Brasil, Colômbia e Peru – destaca-se pelo aumento da produção de narcóticos, transformando a região vulnerável à atuação desses grupos, visto que este local é passagem estratégica para a comercialização de ilícitos transnacionais. Somado a isso, o aumento relativo dos índices de violência nesses países, fenômeno intrinsecamente relacionado a essa conjuntura, ocasionou o questionamento sobre a posição dos países envolvidos em relação aos acordos de cooperação internacional para a solução da problemática, especialmente o narcotráfico. Sendo assim, através de relatórios nacionais, documentos oficiais e informes da ONU, este trabalho objetiva analisar qual o papel e os impactos que esses novos atores têm na produção de estratégias de defesa brasileira.

Gabriella Sommer Vaz, Relações Internacionais, Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina – Brasil (gabriellasvaz@gmail.com)

Yasmin Calmet, Relações Internacionais, Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina – Brasil (yasmincalmet@gmail.com)

Emili Willrich, Relações Internacionais, Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina – Brasil (emili.willrich@gmail.com)

Acesse o pôster em: http://pandia.defesa.gov.br/images/acervodigital/PosterGabriellaEtAl.pdf

Análise Conjuntural de Segurança: A América do Sul no Século XXI, por Roberta de Souza Mansani

O presente trabalho tem como objetivo central contribuir para os estudos de Segurança e Defesa Nacional, apresentando uma breve análise conjuntural da Segurança na América do Sul, no século XXI.

Constata-se que a América do Sul apresenta uma dinâmica de segurança peculiar. Afinal, apesar de ser uma região com pouca probabilidade de um conflito armado entre os países da região, verifica-se a existência de questões de grande divergência, causando tensões entre eles.

Diante disso, destaca-se a necessidade de realizar o exame de alguns tópicos: i) panorama geral dos conflitos e ameaças latentes na América do Sul, sendo eles tanto tradicionais (relativo a fronteiras), como não-tradicionais; ii) a presença dos Estados Unidos na região, analisando, especialmente, o Plano Colômbia e os desdobramentos regionais do conflito colombiano; iii) mecanismos que contribuem para o diálogo sobre segurança na região, como a UNASUL e o CDS;

Roberta de Souza Mansani, Departamento de Geografia, Universidade Federal do Paraná, Paraná – Brasil (roberta.souza.mansani@gmail.com)

Acesse o pôster em: http://pandia.defesa.gov.br/images/acervodigital/PosterRobertaMansani.pdf

O Sudeste Asiático e o Fenômeno da Pirataria Marítima, por Laís Rüdiger & Thayná Fernandes Alves Ribeiro

Aproximadamente, 90% das transações comerciais são realizadas por via marítima, sendo o Mar do Sul da China e os Estreitos de Málaca e Cingapura responsáveis pela formação da rota que abrange 1/3 do comércio mundial e 1/4 do petróleo comercializado diariamente. Não por acaso, nessas regiões ocorrem diversos casos de ataques piratas.

O recente relatório internacional sobre pirataria marítima destaca uma contínua tendência para ataques aos petroleiros de pequeno porte e relata os benefícios gerados pela cooperação dos países da região, ressaltando as autoridades da Malásia e Vietnam. É objetivo deste trabalho apontar as medidas tomadas para a redução das ocorrências piratas nessa parte do globo, geopoliticamente tão estratégica. Ainda, serão levantados os projetos idealizados para diminuir a extrema dependência marítima e suas possibilidades de aplicação, tendo-se em vista que o controle – dificultado em alto mar – não pode ser esquecido em terra.

Laís Rüdiger, Defesa e Gestão Estratégica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – Brasil (lais.rudiger@gmail.com)

Thayná Fernandes Alves Ribeiro, Defesa e Gestão Estratégica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – Brasil (thaynafernandesar@gmail.com)

Acesse o pôster em: http://pandia.defesa.gov.br/images/acervodigital/PosterLaisThayna.pdf

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