A Rússia na Síria: aspectos políticos e estratégicos, por Antonio Henrique Lucena Silva e Marco Túlio Delgobbo Freitas

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Antecedentes e a Primavera Árabe

            A onda de protestos da Primavera Árabe reverberou na Síria. Em janeiro de 2011 grandes manifestações se iniciam no país cuja bandeira era a substituição da liderança por uma democrática, liberdade de imprensa e uma nova legislação que suplantaria o estado de emergência em vigor desde 1962. O presidente Bashar Al-Assad está no poder desde julho de 2000, sucedendo o seu pai, Hafez Al-Assad, falecido no mesmo ano e que estava na liderança do país há mais de 30 anos.

            A desproporcionalidade do uso da força do exército sírio na repressão ao movimento, assim como as mortes provocadas na tentativa de sufocar a rebelião, catalisaram os protestos e, no final de 2011, desertores do exército regular formaram o Exército Livre Sírio. Os combates entre oposicionistas e o governo ganham magnitude e o conflito passa a atrair jihadistas de vários países, incluindo a Al-Qaeda. Em dezembro de 2011, Navi Pillay, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirma que o país vive uma guerra civil (GAZETA DO POVO, 2011).

            Uma das maiores expressões do drama sírio é a crise dos refugiados. Os dados do IISS (2014) exemplificam o recrudescimento da guerra e o movimento populacional. O número de refugiados saltou de 9,500 em janeiro de 2012 para mais de 2 milhões e 700 mil em junho de 2014. É importante ressaltar que o número é de deslocados internos é maior: 6 milhões e 400 mil (idem).

A ascensão do Daesh e o complexo tabuleiro geopolítico do Oriente Médio

            O caso da Síria revela uma enorme complexidade, porque múltiplos interesses estão em jogo gerando uma grande quantidade de variáveis em relação aos atores que participam direta ou indiretamente. Estados Unidos, Rússia, Turquia, Qatar, Irã, Arábia Saudita, Hezbollah, jihadistas entre outros atuam como elementos intervenientes no conflito.

            A competição regional pela Síria tem aumentado nos últimos anos. Para o Hezbollah, a derrocada do regime sírio representaria um sério revés de um fiel aliado e provedor de armas, cuja percepção é compartilhada por iranianos, que enxergam a Síria como um defensor em uma possível intervenção militar dos Estados Unidos e Israel no seu programa nuclear. Por essa razão, entre várias outras, os aiatolás fortaleceram seu apoio a Assad a um custo considerável. Os múltiplos interesses entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos por um lado, e de Turquia e Qatar por outro, minaram maiores apoios aos rebeldes sírios. O príncipe Bandar bin Sultan estabeleceu metas ambiciosas para a queda de Assad quando estava à frente do setor de inteligência, mas Riad optou por ter uma política mais cautelosa, alinhada aos interesses americanos, depois da saída de Bandar do setor em abril de 2014 (idem).

            Apesar das constantes tensões entre Síria e Israel, Bashar al-Assad é um inimigo conhecido. Podem-se identificar padrões de conduta entre Israel e Síria que fornecem evidências que ambos os países possuem as próprias “linhas”: ameaças na fronteira das Colinas de Golã, transferência de armas para o Hezbollah e desenvolvimento de armas de destruição em massa, são intoleráveis. Caças israelenses destruíram o reator nuclear sírio antes da sua entrada em funcionamento em 2007 na Operação Orchard (SPECTOR & COHEN, 2008). Recentemente, outros ataques à Damasco feitos com mísseis Popeye, a partir de submarinos israelenses, tiveram como objetivo cercear o envio de armas ao Hezbollah. O enfraquecimento de Assad e seu arsenal aumentaria a sensação de segurança dos israelenses.

            Outro problema de grande magnitude no conflito sírio é o Daesh ou, como autodenominado, Estado Islâmico (EI). Esse grupo passou a ter uma maior atenção internacional em junho de 2014 quando, ao tomar a cidade de Mossul no Iraque, passou a impor sua violenta versão da lei islâmica. A facção vinha ganhando força desde 2010, mas era considerada uma milícia radical e menor. O movimento terrorista islâmico conseguiu obter um grande sucesso, com o uso de mídia, para fortalecer a sua imagem globalmente. De acordo com Patrick Cockburn (2015), a guerra do Iraque, que começou em 2003, e a guerra civil da Síria, recrudescida em 2011, são algumas das explicações para se entender a sua origem.

            Durante o governo de Saddam Hussein (1979-2003), de etnia sunita, o ex-líder iraquiano reprimiu a minoria xiita. Quando os americanos invadiram o Iraque em 2003, o sistema de poder centralizado em Saddam ruiu. O presidente norte-americano Barack Obama prometeu a retirada das forças estadunidenses e, em 2011, um grande contingente de soldados foram retirados do país. Posteriormente, o (ex) premiê Nouri al-Maliki, xiita, passou a perseguir os sunitas. A prática de Maliki fez com que vários membros da etnia sunita apoiassem o avanço do Daesh. Ao perceber a gravidade das suas ações, muitos sunitas se voltaram contra o grupo terrorista. Nesse ínterim, Estados Unidos, União Europeia, Turquia, Arábia Saudita, e Qatar possibilitaram as condições que levaram ao crescimento do levante sunita sírio, que terminou se espalhando para o Iraque (COCKBURN, 2015).

            A Arábia Saudita contribui para disseminar o wahabismo, variante fundamentalista do islamismo, que deu origem a Al-Qaeda e ao Daesh, sendo considerado por Cockburn (idem) um movimento perigoso. A magnitude da ameaça jihadista emerge de forma mais clara. O ISIS conseguiu atrair uma grande quantidade de indivíduos estrangeiros, incluindo ocidentais, para o seu quadro, enquanto a Frente Jabhat al-Nusra, um ramo da Al-Qaeda na Síria, recrutou indivíduos locais e regionais.

            Um dos aspectos importantes a serem mencionados é a participação de milícias locais que dão apoio ao regime. No nordeste do país, os crescentes embates entre os curdos, grupos rebeldes e facções jihadistas reforçaram a aliança de conveniência entre Assad e o Partido da União Democrática (Partiya Yekîtiya Demokrat – PYD). Outro fator chave para entender a não derrocada (ainda) do governo de Bashar al-Assad é a participação de forças locais e apoio internacional.

            Com relação às forças locais, destacamos a Força Nacional de Defesa que é pró-Assad. Essas força combatente paramilitar atraiu, em sua maioria, membros da minoria Alauíta, que operam em conjunto com o exército. Conter com o apoio de milícias xiitas do Oriente Médio também impactou favoravelmente na balança de poder para Assad. Em torno de dez mil milicianos xiitas foram distribuídos ao redor de Damasco, incluindo locais sagrados a esse ramo do islã (IISS, 2014, p.184). Elas contribuíram significativamente para as vitórias em Homs e na área de Qalamoun, provendo orientações organizacionais e operacionais para a FDN.

            Facilitar o crédito financeiro e entrega de armas para o regime de Assad pelo Irã se mostrou crucial para manutenção do esforço de guerra das forças do governo. As forças pró-Assad também contam com consultoria e combatentes do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (CGRI). O General Qassem Soleimani, chefe da Força Quds, força especial da CGRI, visita Damasco com frequência (NOW LEBANON, 2015) e é o principal agente do Irã no país árabe.

            Em resumo, a Guerra Civil Síria se tornou uma luta multi-facetada. A fragmentação da oposição beneficiou as forças de Assad. O grupo al-Nusra demonstra pragmatismo e cautela em lidar com outros grupos rebeldes e com a população civil, buscando a gradual islamização em colaboração com outros grupos Salafistas. O Estado Islâmico com a sua ideologia takfiri (WEISS & HASSAN, 2015) possui uma política de implantação da lei islâmica a todo custo, assim como as suas práticas de escravização de mulheres e ataques à população causou um racha com outros grupos, que se voltaram contra ele. De certa forma, o Irã vem conseguindo ter uma posição mais proativa do que os seus rivais do Golfo. A estratégia síria de atacar regiões civis de forma indiscriminada contribuiu para a escalada da crise humanitária, juntamente com a expansão do Daesh. O problema explodiu e os países que mais estão tendo que lidar com a massa de descolamento de pessoas são os países de vizinhos. Com a entrada da Rússia, a balança de poder pende favoravelmente para Bashar al-Assad.

Bombardeios ao Daesh: da campanha ocidental à intervenção russa.

Em uma recente entrevista à Paris Match, o presidente sírio Bashar al Assad, criticou a campanha aérea liderada pelos EUA contra o Daesh. Diferente da campanha aérea na Líbia, que fora estruturada em torno de objetivos políticos claros – os objetivos militares foram elaborados a partir de uma perspectiva clara, sendo assim, todas as capacidades militares, foram apontadas para tornar os objetivos políticos reais – a campanha na Síria está apresentando o mesmo problema nos dois principais atores, EUA e Rússia, os objetivos políticos não estão claros. Como bem diria Clausewitz, “a guerra é apenas uma parte das relações políticas, e por conseguinte de modo algum independente” ou seja, um Estado se utiliza de meios violentos com a finalidade de atingir objetivos políticos. Este é um caminho puramente racional, a violência não é um fim e sim, um meio para a vitória demarcada pela política (CLAUSEWITZ, 1989).Um dos pontos elencados por Assad em essência foi questionar a ausência de uma iniciativa em terra e a exclusividade da arma aérea nos esforços contra o grupo terrorista. No entanto, a questão que se impõe é a campanha realmente é ineficaz. Em primeiro lugar, em relação ao uso exclusivo dos meios aéreos com a finalidade de derrotar o inimigo, devemos salientar que se buscarmos a experiência da campanha líbia, a relação entre meios aéreos e mísseis de cruzeiros disparados por meios navais, com o objetivo de destruir alvos importantes – determinados principalmente através da Teoria de Warden (WARDEN, 1997) – é possível conquistar a vitória. Portanto, o que se deve deixar claro é que o obstáculo que impede uma vitória, presente na campanha aérea síria não é necessariamente operacional e sim, político.

A estratégia norte-americana na Síria é composta por várias direções. Neste caso, podemos elencar pelo menos três (THE WALL STREET JOURNAL,2015):

  • Retirar Bashar Al Assad do poder;
  • Realizar uma campanha aérea com a finalidade de reduzir a potencialidade ofensiva do Daesh na região, incluso sortidas no Iraque;
  • Auxiliar os rebeldes sírios.

Ao analisar os objetivos políticos dos EUA percebemos que o maior obstáculo à efetividade dos bombardeios aliados se apresenta na arena política, pois não há uma convergência entre os aliados em relação à que direção agir para se obter a vitória.

Em relação à campanha aérea, considera-se que a mesma se desenvolve através da estratégia de anéis concêntricos estabelecidos na premissa de Warden. Um dos pontos nevrálgicos de tal teoria é que a vitória pode ser conquistada através de bombardeios seletivos baseados em munições precisas à alvos de extrema importância ao inimigo (WARDEN, 1997).

Entretanto, as capacidades aliadas – sobretudo norte-americana em missões de ISR (Inteligência, Reconhecimento e Vigilância) – estão sendo incapazes de transformar as suas vantagens estratégicas em vitórias. Como demonstrado em entrevista à New York Times, um oficial iraquiano resumiu as falhas da campanha aliada em poucas palavras “The U.S. airstrikes in Anbar didn’t enable our security forces to resist and confront the ISIS attacks” (THE NEW YORK TIMES, 2015). Isso se dá justamente por dois motivos: Primeiro, a opinião pública dos EUA é muito suscetível a morte de civis inocentes. Portanto caso aconteça, a legalidade da missão é perdida e assim, os EUA se veem impedidos de continuar sua missão. Em segundo lugar, devido a esta premissa, a campanha deve prioritariamente ser desdobrada a partir do ataque a líderes e depósitos de munições através da utilização de munições precisas que não venham a criar baixas entre os civis. Deste modo, podemos dizer que há uma distância entre o ideal proposto pelos anéis de Warden e o que ocorre in loco. Concluindo, a maioria das sortidas da campanha aérea estão, devido às restrições e a falta de coerência política, se desenvolvendo na esfera puramente tática, com poucas consequências no esforço de conquistar a vitória.

A entrada da Rússia na guerra

Diferente dos aliados, a intervenção militar russa na Síria se desenvolve com restrições políticas menos rígidas que as observadas no caso da coalizão liderada pelos americanos (STRATFOR, 2015). No entanto, apesar de possuir esta característica- o que nos leva a pensar que seria uma vantagem- os russos possuem os mesmos problemas apresentados pela coalizão americana. Falta-lhe clareza de objetivos políticos. Há uma preocupação russa em manter o regime de Bashar al Assad, atacar o Daesh e os rebeldes suportados pelos americanos.

Contudo, se pegarmos o mapa dos bombardeios russos, veremos que os mesmos são mais intensos em territórios dominados pelos rebeldes e não, pelo Daesh (VOX WORLD, 2015) Deste modo, podemos observar que o cerne da questão que envolve a intervenção na Síria é o complexo jogo de interesses entre uma Rússia rejuvenescida com a liderança de Putin desafiando a presença norte-americana – intensificada após o 11 de setembro – na região. Porém, cabe um alerta: de forma alguma podemos cunhar este episódio como sendo uma etapa de uma “nova Guerra Fria”, pois não há elementos que contribuem para a estruturação do Sistema Internacional de multipolar para bipolar, novamente.

A relação entre a Rússia e o Oriente Médio não é um fato atual. Devido a sua posição Eurasiana, a Rússia sempre se viu como um território capaz de possuir uma coexistência natural, influência mútua e uma interação ente os povos europeus e persas com objetivo de criar uma relação positiva entre russos e muçulmanos (VASILIEV, 1993). Entre 1677 e 1917, os czares da Rússia lideraram treze guerras contra o Império Otomano pelo controle da Região do Mar Negro e do Cáucaso. Em 1872, uma frota russa ocupou brevemente a cidade de Beirute (HOPWOOD, 1969). No entanto, apesar de ter algum atrito nesta região durante o Império Otomano, o Islã em geral, tem uma tolerância com o Império Russo até mesmo porque as credenciais morais do Império Russo para com esse povo, sempre foram maiores que o Ocidente (YEMELIANOVA, 1995).

Após a Revolução de 1917, essa relação ficou mais profunda devido a carga ideológica dada a ela. Isso fica claro quando Lênin promulga uma dieta para os “afirmando que os árabes tinham o direito de serem mestres para seus países e era papel dos operários russos e do Oriente morrer por essa causa” (PETRO, 1996). Contudo, vale destacar que no período de Stalin, os problemas políticos da Europa e a negação das guerras de libertação colonial, congelaram as relações da Rússia com o Oriente. Porém, na década de 50, na administração Khruschev a relação ficou mais próxima principalmente com a ascensão do presidente egípcio Gamal Abdel Nasser e das guerras por procuração características do período bipolar da Guerra Fria (YEMELIANOVA,1995).

Com o fim da União Soviética, ocorreu um redimensionamento da geopolítica russa na região. Sua presença ficou restrita a alguns parceiros tradicionais como a Síria, Iraque e o Irã, e alguma iniciativa era posta em prática quando a região se tornava foco da agenda internacional, ou seja, era uma relação baseada na reação.

Já na administração Putin, a Rússia busca retomar seus parceiros de longa data e expandir sua presença nesta região através de seu envolvimento na Síria, já que, com a Primavera Árabe, foi justamente o país que mais perdera aliados. Como dissemos, a Rússia e os outros países ocidentais buscam atender seus interesses através da intervenção, o que é absolutamente normal no cenário internacional. No entanto, a campanha russa sofre com os mesmos obstáculos presente na coalizão. Mesmo não apresentando restrições políticas impostas pela opinião pública o que acaba delimitando as opções operacionais, os russos têm praticado intensos bombardeios aqueles que julgam inimigos. Ao analisar os bombardeios russos, a maioria de suas surtidas são dirigidas às posições de rebeldes que são contra o governo de Bashar al Assad e isso mostra como a definição do que é inimigo ou não, está criando uma situação de vulnerabilidade que possivelmente será explorada pelo Estado Islâmico. Ou seja, a esfera político-estratégica que tem a função de nortear as condições que criarão a vitória está confusa.

            Desde o final da década de 1990 a Federação Russa vem demonstrando interesse em dar limites à unipolaridade americana (ANTHONY, 1998). A Rússia percebe a entrada de países na União Europeia/Zona do Euro e outros países que antes eram do extinto Pacto de Varsóvia na OTAN como uma perda de influência geopolítica. As duas revoluções “coloridas” (rosa na Geórgia e laranja na Ucrânia) também foram vistas com grande ansiedade pela elite russa. Enquanto os países ocidentais apoiaram esse movimento vendo eles como “lutas por democracia”, a Rússia entendeu que eles manipulavam o Ocidente como uma forma de enfraquecer Moscou (ERLICH, 2015). Nesse sentido, o levante sírio foi observado da mesma forma (geopoliticamente) por Putin. Tanto China como Rússia consideraram que a abstenção na votação no estabelecimento da zona de exclusão aérea na Líbia foi um equívoco. Ambos países optaram por não cometer o mesmo erro na Síria (idem). No caso Sírio, a Rússia demonstra defender os seus aliados com um esforço renovado.

Antonio Henrique Lucena Silva – Faculdade Damas da Instrução Cristã e pesquisador do INEST (UFF) e GEESI (UFPB) (antoniohenriquels@gmail.com)

Marco Túlio Delgobbo Freitas – pesquisador do Instituto Pandiá Calógeras e GEESI (UFPB).

Referências

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CLAUSEWITZ, Carl Von. On War. Princeton: Princeton University Press, 1989.

COCKBURN, Patrick. The Rise of Islamic State: ISIS and the New Sunni Revolution. Londres: Verso, 2015.

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HOPWOOD, Derek. The Russian Presence in Syria and Palestine1843-1914. Oxford: Clarendon Press, 1969.

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VASILIEV, Alexei. Russian Policy in the Middle East: from messianism to pragmatism. Reading: Ithaca Press, 1993.

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YEMELIANOVA, G.M. “Russia and Islam: the history and prospects of a relationship” In: Asian Affairs, Vol. XXVI, p. 111, 1995.antoniohenriquels@gmail.com

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