Chamada de trabalhos – Simpósio Temático "História e Teoria das Relações Internacionais: novos desafios" – ANPUH

A Associação Nacional de História – ANPUH informa a abertura de submissões para o Simpósio Temático “História e Teoria das Relações Internacionais: novos desafios”, a realizar-se durante o XXVIII Simpósio Nacional de História, entre 27 e 31 de julho, em Florianópolis (SC).

O campo de estudo das Relações Internacionais no Brasil, conheceu extraordinário crescimento nas últimas décadas, acompanhando o processo de globalização, a ampliação de temas e áreas de atuação das Organizações Internacionais e o novo padrão de inserção política e econômica do país no mundo globalizado. A área de História das Relações Internacionais foi uma das vertentes que mais se desenvolveu nesse período, ilustrada pela obra de historiadores como Amado Luiz Cervo, Clodoaldo Bueno, Luiz Alberto Moniz Bandeira, além do saudoso Gerson Moura. O debate teórico-metodológico dos historiadores das relações internacionais não se deu com a área da Teoria da História, mas com a Teoria das Relações Internacionais e a Teoria Política, além dos aportes de outras disciplinas como Direito, Economia e Geografia.

No caso do diálogo entre a História e a Teoria das Relações Internacionais, uma das contribuições mais significativas foi a de Amado Luiz Cervo que, na obra Inserção internacional: formação dos conceitos brasileiros (2008), teorizou sobre a análise paradigmática, aplicada à política exterior e às relações internacionais do Brasil. Outros trabalhos procuraram avançar nessa linha, mesmo não se filiando diretamente ao método paradigmático (SARAIVA, 2003; 2009), ou apresentar contrapontos substanciais aos pressupostos da análise paradigmática de Cervo (ALMEIDA, 2006; 2014). Há, no entanto, não somente a carência quanto ao aprofundamento do debate, no sentido da identificação de uma perspectiva brasileira sobre as relações internacionais, como propôs outrora Celso Lafer (1982), mas também a identificação das respostas dos historiadores das relações internacionais aos novos desafios do século XIX, na economia, na política e na própria produção do conhecimento.

Os diferentes métodos de análise das Relações Internacionais, vinculados às disciplinas que compõem o campo, não invalidam a existência de uma “ciência em construção”, com conceitos e objetos próprios. O conhecimento histórico, entretanto, pode contribuir ainda mais em termos metodológicos e analíticos para o crescimento dos estudos em Relações Internacionais, assim como para revisitar os procedimentos da área de História Política.

As inscrições de propostas de trabalho se farão até o dia 31/03/2015 aqui.

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